
domingo, 6 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Extra! Extra! Extra! Mondo Nonsense Informa:
Denominadores Comuns do mundo todo se agitam em torno do movimento “Queremos ser Denominadores Especiais”. Grupos de representantes dos Denominadores... garantem que a reivindicação tem menos haver com o politicamente correto do que por mérito, mas todos também reconhecem que é inegável a carga pejorativa de serem reconhecidos como Comuns, “tem muito haver com a auto-estima” garante um dos representantes.
Vale lembrar que na Holanda nesse mesmo mês Números Primos recorreram ao tribunal para reconhecerem grau de parentescos (eram primos de segundo grau), Holanda está que sediou no começo do ano passado o Encontro Internacional de Números Primos Distantes.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Há dias tenho desenhado o Storyboard da Fada dos Dentes. Terminei semana passada. Adianto aqui uns trechos. As filmagens se aproximam...

Cena 1 – (Interior / Dia) – Quarto – Homem/ Escritor
Câmera enquadra pés que caminham em vai e vem pelo quarto.


Cena 2 – (Interior/ Dia) Quarto – Homem/ Escritor
“Plano geral” no quarto e o homem caminha com a mão na boca, como que pensativo. Ele pára olhando para algo fora do plano. Câmera se move até que vemos o quê é, uma máquina de escrever, ficando claro quando ele anda até ela.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sobre a Escrita e Porcos (ou a História do Poodle do Caralho Grande)
Escrevi um poema sobre porcos, especificamente sobre castração de porcos. Não havia nada disso na literatura brasileira, pensando bem, nem na mundial e só por isso, no meu modesto modo de ver, eu já devia ganhar uma estátua na praça, nome de rua e de hospital. E se não bastasse o tema, o que estava em jogo ali era a escolha do cachaço, o porquinho que ficaria com as bolas, e num quadradinho se transformaria numa enorme coisa de 300 quilos de banha e porra, berrante e fedorenta... e de como as crianças viam e eram impedidas de verem o espetáculo. Ou seja, uma gema!
Estava com ele na bolsa porque tive a tarde para digitá-lo, já que o escrevi à mão e penava a tarde toda na espera dessa reunião onde agora me encontrava, cercado de professores.
A coordenadora da reunião saira para atender um telefonema então caí na bobeira de tirar o poema da bolsa, li e dobrei, mas se isso eu chamava de bobeira, idiotice foi passá-lo para a professora ao lado. Era uma coroa que substituía umas aulas de não sei o quê. Uma vez enquanto fumávamos um cigarro ela me disse que havia sido conselheira tutelar e que seu filho de 21 está “namorando” uma “bisca de 47”, ... e sobre o poema recordou que a avó matava galinhas e que ela e os primos também queriam ver, só que a velha nunca deixava. Me devolveu o poema e embebido de vaidade pelo o que tinha provocado resolvi testá-lo na professora do meu lado esquerdo. A vaidade é o lago onde se afogam os tolos!
Passei ainda dizendo:
- Vê esse poema imortal!
Ela pegou, desdobrou, abriu a bolsa, procurou pela caixinha de óculos e de lá retirou-os e equilibrou-os no nariz. E leu. E devolveu, dizendo:
- Bem forte!
Não falei, mas o poema se chama “Os Fortes”. Guardou os óculos e era só, mas aí a outra professora falou de novo sobre a avó matadora, então “A Bem Forte” perguntou de quem era o poema, que a outra prontamente esclareceu;
- É dele!
- Ah é seu!?
- Versos únicos de toda a literatura.
- Deixa eu ver novamente.
Dei a ela que repetiu todo o processo do desdobrar aos óculos, só que nesse acrescentou um lápis.
Na primeira palavra ela já pôs vírgula, noutra acento, noutra “ésse”, puxou cetas com interrogações, traços em baixo de parágrafos..., escrevia ligado a um círculo “pronome?” “Verbo?”... ou seja, a caixa de ferramenta inteira, juro que não teve linha que ela não observou alguma coisa errada. Daí me devolveu.
Ela tinha dito “Bem Forte” e agora aquilo, era a professora de português!
Quando cursei a faculdade conheci uma porção de pessoas que faziam letras e chegavam até mim e diziam:
- Sabe, eu até escrevia, mas depois quando eu comecei a fazer letras eu parei!
Eram as malditas “regrinhas”, somado a professores frustrados que punham fim a suas pretensões literárias. Mas por outro lado, se eles não fossem capazes de enfrentarem essas merdas e muito mais outras pela sua escrita, então é melhor pararem mesmo!
Antes de escrever eu até sabia algumas “regrinhas”, sabia identificar um pronome, o que era um advérbio, ou adjetivo, incrivelmente até metáfora e metonímia eu sabia, mas quando comecei a escrever, tive que abandonar tudo isso, fiquei apenas malemá com o “abecedário” e olhe lá, fiquei nu para entrar na floresta e caçar as palavras com as próprias mãos, sem truques, pegá-las a unha, e jogá-las no papel, na porrada, para que caiam ali, não mortas!, mas fodidas como elas são, sujas, meladas, zombeteiras, ensanguentadas,... Se é o melhor método? Se aconselho isso a alguém? Não sei, só sei que é assim que me serve! Então aparecem erros medonhos, mas é assim que sou, Errado! E meus personagens são! Se algum deles acertarem uma concordância, um plural, ou tempo verbal, corto minha mão direita fora, eles são toscos como minha escrita, por que são minha escrita, rasos como uma bandeja, ... um lago onde se mergulha e quebra o pescoço, e que até mesmo agora, nesse texto, do começo até aqui (ou até o fim) deve ter uns “mil erros”, em todas as frases, em todas as letras... em todos os cantos e que qualquer profêzinho pode sacar sua caneta e corrigir, apontar, criticar linha por linha, setas, riscos, vírgulas, pontos, tempos, etc. e no final concluir: “Esse cara é um analfabeto, inculto, uma fraude, que nunca deveria ter pego numa caneta,... sacripanta!” E daí pra pior... mas estava eu e essa mulher a me entregar o poema todo riscado, querendo me dizer que com aqueles erros o poema nada a ela dizia. É claro que eu não iria colocar seu nome nesse texto, nem que ela tinha seus quarenta e poucos, vivia com a mãe, solteirona e que até diziam pelas suas costas que era donzela, que tivera um amor não correspondido na juventude e que o amado tem outra, é engenheiro e pai de 5 filhos, sendo que ela já foi professora de um deles no particular e que ela sempre sonhou em ser médica, mas acabou virando professora... Acho que todos esses detalhes nada tenham a ver com sua “visão” sobre o poema, certamente que não, se não o Maluf teria razão. São só as regrinhas, as malditas regrinhas que ela mais meio milhão de professoras despejando todos os santos dias nas cabeças das criançadas “complete a oração subordinada”, “identifique o sujeito e o adjunto” que fodiam tudo.
Nada disso me serviu se quer para escrever uma frase, um bilhete, quando me joguei no abismo da folha em branco, só precisei da vida e como disse de algumas letrinhas que porcamente organizei.
Eu devia estar preparado, eu estou preparado. Sempre fora assim, algumas pessoas liam minhas coisas e diziam: “’Puta que o pariu’, ‘caralho’, mas você só escreve palavrão!”, para elas dizer ‘palavrão’ pode, escrever jamais! Ou como aquela outra que leu a “História do Poodle do Caralho Grande”: “ – Jesus Cristo, você precisa escrever como o Diabo!” E os “adjetivos”: “Baixo”, “vil”, “pornográfico”, “cínico”, “escroque”, “tarado”, “medonho”, “irracional”,... Levei e levo como elogio. Não escrevo pra chocar, nunca nenhuma linha foi pra isso, escrevo para envenenar as pessoas, para que quando terminarem a última linha seu sangue esteja tomado e ela nunca mais seja a mesma, podendo até disfarçar, como se nada tivesse acontecido, igual a algumas pessoas que ao serem picadas por cobra, no choque, fingem que foi só um arranhão! Se escondendo atrás de uns “é bem forte”, ou de lápis a procurar erros, mas o nó na garganta foi maior do que todas as outras vezes, e que depois de ler um texto meu vá pensar duas vezes antes de ler outro.
Que os covardes escondam meus livros em suas estantes, que os puros serão os primeiros a lançarem ao fogo, e os ‘rebeldes’ tatuarão meus versos em seus corpos.
Peguei o poema todo riscado com letras cursivas e pedagógicas, dobrei e enfiei dentro da agenda, olhei bem para os óculos na ponta do seu nariz e não falei nada. Não tinha nada, absolutamente, para dizer a ela... A coordenadora voltou e a reunião foi terminada.
Dias desses encontrei o poema todo riscado dentro de uma gaveta, vou ver se o reencontro e coloco aqui.
***
Procurei mas não encontrei, se encontrá-lo colocarei, ou talvez não! Noutra, enviei uma cópia para uma jovem autora que havia escrito sobre porcos, ela não me respondeu, mas isso já é outra história.
26/04/11
domingo, 20 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Divulgação do lançamento do livro Bom Jesus da Cana Verde do Professor Anderson Lino
APRESENTAÇÃO DO LIVRO BOM JESUS DA CANA VERDE
OS CONFLITOS QUE OCORRERAM AO REDOR DA IMAGEM DO SENHOR BOM JESUS DA CANA VERDE, NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ, SERÃO APRESENTADOS PELO AUTOR ANDERSON LINO, NA CIDADE DE CURITIBA, PARANÁ, NO SHOPPING ESTAÇÃO, NAS LIVRARIAS CURITIBA, ÀS 19HS E 30MIN, NO DIA 10 DE NOVEMBRO DE 2011(QUINTA-FEIRA). O AUTOR IRÁ ABORDAR A DISPUTA SIMBÓLICA NA DÉCADA DE 1930 COM BASE NO DESENVOLVIMENTO E NAS NOVAS RELAÇÕES SOCIAIS, ECONÔMICAS E CULTURAIS DO "UNIVERSO" RURAL PARANAENSE. ASSIM COMO A HISTÓRIA INVENTADA, IMAGINÁRIA E VIGIADA PELOS DONOS DO PODER MATERIAL E SIMBÓLICO. CONSIDERADA COMO UMA DAS MAIORES FESTAS RELIGIOSAS E POPULARES DO ESTADO PARANAENSE E DO BRASIL, O LIVRO DO AUTOR RECEBEU DA CÂMARA MUNICIPAL DO MUNICÍPIO DE SIQUEIRA CAMPOS, ONDE SE ENCONTRA A IMAGEM DO BOM JESUS DA CANA VERDE, O PRÊMIO DE MOÇÃO DE CONGRATULAÇÃO.
J. R. BAZILISTA (HISTORIADOR, ESCRITOR E PROFESSOR DO ESTADO DE SÃO PAULO)
Ver mais no blog:
http://andersoncanaverde.blogspot.com/
domingo, 30 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
(Até a semana passada esse texto era tido como ultraviolento, depois de quinta - feira ele é até fofinho!)
A criança ganhou da mãe uma caixa de presente. Ao abrir, viu o revólver com coldre, cinto e munição. Ele já tinha botas e chapéu. Não era aniversário, nem feriado.
Ele correu pro quarto, colocou chapéu, as botas, afivelou o cinto, tirou o revólver, destravou o tambor e carregou. Arriscou rodar no dedo e conseguiu, mas não antes de ajeitar o chapéu com o cano, daí sim girou e guardou, queria até ter dois.
O primeiro a morrer foi o Ursinho , balaço na testa. Temeu que o barulho alertasse os peles vermelhas.

Pensou em fazer mira no batente da porta, mas não era assim que um Cowboy matava. Entrou na sala como quem entra no saloon, suas botas e espóras ecoavam pelo assoalho. A mãe sorrindo levou o seu também, na testa. Decidiu que só mataria assim, sua assinatura: o Z do Zorro, o Dólar Furado. Assoprou o cano. A mãe caída por cima da mesa espatifada.
Num giro rápido se livrou da machadinha que a avó lançara da porta da cozinha, cravara no sofá. Na testa, BANG!
Pulou no sofá, o encosto, e atrás da pedra e aguardou. Poupou a bala do coiote negro que miou em agradecimento. O pai não teve a mesma sorte, que ao sair do banheiro levou a sua, BANG! Xerife também morre.
Nem bem caiu a noite e uma grande lua subia pro céu. Quando ouviu o barulho da porta sendo destrancada. A porta abriu lentamente mas ninguém entrou, um segundo, dois, e nada. Então o tiro lhe raspou o braço, “Maldito Apache!”, e ao cair atirou, a luz da lua havia prateado o rifle e denunciado o irmão na escuridão da encosta, BANG!
A mãe o mandou lavar as mãos para jantar.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Com os olhos que a terra há de comer!
Quando se tem e não se tem
Ele estava sentado no banco. A perna direita cruzada sobre a perna esquerda.
Era justo a perna direita que ele não tinha. O que havia ali era uma prótese que a barra da calça levantada só permitia ver do “joelho” pra baixo, uma espécie de plástico até o meio da canela e dali até o pé um cano e o pé, também plástico, ou fibra...
O conjunto todo me parecia um ex-voto de um triatleta que havia perdido a perna prum tubarão em algum lugar dos anos 80.
Mas nada disso tinha chamado minha atenção, cutucado meu espanto e nenhuma dessas linhas seriam escritas se naquela manhã de inverno e sol, ele sentado ali não estivesse tão distraidamente, alheio a minha presença ou a presença de qualquer outro, a coçar a perna de plástico.
04/07/11










































