A lenda de Greup
“... Dirkim Furahbilusk, é o último narrador da lenda de Greup, herói cazaquistanês do século IV, que a narrativa de suas façanhas levam sete dias para ser contada. A primeira vez que a história foi contada na família de Dirkim Furahbilusk foi pelo seu antepassado Durkim Furahbilusk testemunho ocular de Greup. O pai de Dirkim, Dirkim Ib Furahbilusk morreu após sete dias da narração, que é feita quase num só fôlego e só interrompida para um gole de Kimi, chá de alto teor alcoólico. Esse dia trágico, marcou para Dirkim como a última vez que ouviu a lenda por uma boca que não fosse a sua.
A lenda de Greup corre o risco de desaparecer como narrativa, pois os dois filhos de Dirkim Furahbilusk, Dirkim Ib Lib Furahbilusk e Dirkim Lib Ib Furahbilusk nasceram com deficiências que levaram Dirkim Furahbilusk ao completo desespero de invocar o Fhorart, ritual de suicídio lento e gradual que se estende por trinta e quatro luas cheias.
A próxima lua será a de número trinta e quatro. No leito de Dirkim Furahbilusk, seu filho Dirkim Ib Lib Furahbilusk chora sem voz, essa que lhe faltou desde o dia que saiu do ventre de sua mãe, Dorah Ikiterina Furahbilusk. O outro, Dirkim Lib Ib Furahbilusk acompanha seu pai no Fhoraht aos gritos, obrigando a mãe Dorah conte-lo a golpes de cajado, devido Lib Ib ser de nascença surdo.
...
Dirkim Furahbiluski já em delírio toma o primeiro gole do Kimi e inicia a narrativa, o efeito do Fhoraht é visível e se tornará ainda mais com a aproximação da trigésima quarta lua. Na casa todos aguardam em silêncio o fim da narrativa.”
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A sonhada capa para o Mosquito (Marcada a ferro: tela de Jenny Saville)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O Nasceu ( Um conto do "Histórias do Grande Animal Sorridente")

O Nasceu
Como aquelas pessoas que divorciadas carregam em suas carteiras fotos das “crianças” e não se acanham em te mostrar na primeira oportunidade: “Essa daqui é a Roberta, essa foto é de quando ela tinha dez anos!” E hoje, a Roberta tem quase dezessete. O Nasceu tinha uma história que ele apresentava como se fosse essa foto. A sua história não vivia na carteira, estava bem no meio da testa e não havia como você, nem ele, disfarçar.
Claro que seu nome não era Nasceu, nem Nascimento. Seu nome é Osmar Luiz dos Santos, apelidado de Nasceu. Sempre morou em Virada, quando não na cidade, viveu numa fazenda na região, mas sua vida adulta é toda ela passada em Virada. Sua esposa é dali também. Isso tudo eu descobri depois, na história que ele conta nada disso entra nela.
Parece que tudo mais ou menos se deve, por causa do Stallone, ou melhor, pelo filme do Cobra. Nasceu viu esse filme e endoidou, passou a partir de então a almejar uma pistola, no começo queria aquela, mas depois das primeiras tentativas viu que aquele tipo seria impossível, então se contentou com uma outra semelhante. Não podia ser um revólver qualquer, 22, 38 com tambor,... tinha que ser daquelas que colocavam o pente pela empunhadura e que fosse armada por cima e desmontável. É bom dizer, que ele nunca tivera nenhum envolvimento com armas antes disso, somente uma vez seu cunhado o deixou dar um tiro de cartucheira.
Depois de muito procurar nas casas de Caça & Pescas da região e nada encontrar, tentou com um policial, que o desaconselhou da posse, mas acabou fornecendo o nome de um sujeito que poderia lhe “importar” uma do Paraguai. Nasceu mostrou uma foto de um recorte de revista e o sujeito confirmou que poderia arrumar, pediu um tempo para que pudesse lhe dar o preço.
Com o preço, Nasceu foi até ao banco e tentou resgatar seu Fundo de Garantia, como não conseguiu, iria pedir a conta do serviço, mas o gerente o perssuadiu e ele topou um empréstimo.
O “Importador” cumpriu o trato e trouxe uma Taurus 380 e uma caixa de balas, além do valor, obviamente, pediu sigilo total a Nasceu.
Ele não queria matar ninguém, era o cara mais pacífico do mundo a possuir uma 380!
Para que ele queria a arma? Para nada!, para montar e desmontar. Fetiche!
Depois da primeira semana, não resistiu e mostrou para o seu cunhado. O fundo da casa de Nasceu dava para um pasto. E foram atirar num mourão da cerca. Em outro sábado convidou outro soldado que trabalhava com ele para ir lá atirar. Não demorou para que tivesse um pequeno grupo de admiradores. Tanto que teve que evitar alguns: “A bala era cara!” Depois que atiravam Nasceu ia para casa , desmontava, limpava e guardava. Trabalhava a semana toda só esperando o próximo sábado.
Chegaram a rachar a compra de uma caixa de balas, improvisaram um alvo quando o mourão já não aguentava mais nenhum tiro. Até seu encarregado tinha ido em sua casa para atirar.
Mas foi num sábado chuvoso, e como já chovia a semana toda Nasceu não combinou nada com o grupo. Por volta de umas onze e meia sentou na mesa da cozinha, a mulher cortava um frango na pia que seria o almoço. Põs a arma na mesa, o filho assistia tv na sala, a mulher ia da pia para o fogão e conversavam sobre a filha do prefeito que tinha capotado um carro por aqueles dias.
Com a flanela ele limpava a arma, tirou o pente e limpou, carregou e deixou de lado. A caixa de balas ia para menos da metade.
No momento que a mulher perguntou, porque ele não ia fazer aquilo na mesa da área, ouviu o tiro. Ao pegar a pistola, num descuido, havia uma bala na agulha, num outro, puxara o gatilho, no último descuido, estava apontada pra sua cara: “Cheguei a ver a bala sair!”
Sua mulher desmaiou com o corpo do marido pendido pra trás na cadeira, o sangue jorrando, o teto da cozinha estourado e o cheiro de pólvora.
O filho chamou o vizinho e correram com os dois para o pronto-socorro. A mulher voltou a si ali mesmo. Nasceu foi removido para a emergência da Santa Casa mais próxima.
Depois de alguns exames o médico disse que por um milagre ele estava fora de perigo: “A sua sorte é que a arma era nova e potente, o que fez com que a bala não desviasse, atravessando o crânio, na radiografia pode se observar que passou a milimetros do cérebro. Foi um milagre, o senhor Nasceu de novo!” O doutor foi quem lhe botou o apelido.
Quando eu o conheci, tudo isso já havia passado, ele tinha “apenas” uma costura, que parecia uma grossa carreira de cupim, que começava no olho esquerdo, perto do nariz , atravessava toda a testa até uma falha no começo do cabelo.
Eu trabalhava como mecânico numa usina e precisei de um soldador, mandei chamar um e apareceu esse sujeito, que estendeu a mão e falou: “Pode me chamar de Nasceu.” Enquanto eu disse qual era o serviço ele me contou toda essa história. Perguntei pela arma, que ele me respondeu não saber. Quis saber como assim?! E ele disse que quando saiu do hospital não estava mais lá, perguntou, mas ninguém falou nada. “Acho que meu cunhado deu um fim, a única coisa que eu tenho é isso daqui”- apontou para o meio da cara – “e isso daqui” – tirou pra fora da camisa uma correntinha que o pingente era uma bala amassada, que mais parecia um solzinho – “estava enfiada na viga da madeira do teto!”
Eu falei o que todo mundo falava ao ouvir essa história:
-Cara, você nasceu de novo!
Com um sorriso na cara toda torta, acho que ele respondeu da mesma maneira que respondia a todo mundo: “Pode apostar!”
Lembrei que minha vó sempre dizia que o Diabo matou a mãe dele com uma espingarda descarregada.
Conto do livro "HISTÓRIAS DO GRANDE ANIMAL SORRIDENTE" J.R.Bazilista
quarta-feira, 21 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Primeiro morre o Piva quando começava a me "conformar" hoje morre o Harvey Pekar! Putz, é o fim dos doidões!!

Desenhei o Harvey Pekar nesse quadrinho que faz parte da tira "Fer em: Uma Burocracia dos Infernos (parte 3)" O que já era total pagação de pau pro cara agora fica ainda como uma mais homenagem.
Pra quem não sabe quem é o Harvey, é o cara do olhar insandecido!
PS: Cria vergonha na cara e vá atrás do Harv!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A parada
Ainda sem computador e conexão( e agora sem caneta, putz!!!!).
Novos rabiscos tenho de montão, mas sem esquema de digitalização.
Mas cruzem os dedos!!!
Acendam suas velas!
O Taxidermista
Novos rabiscos tenho de montão, mas sem esquema de digitalização.
Mas cruzem os dedos!!!
Acendam suas velas!
O Taxidermista
terça-feira, 13 de abril de 2010
sábado, 13 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
De Novo
Ia começar dizendo que minha vida cigana, mas já mudei de ideia, uma vez que Vida Cigana implica um liberdade única! E minha vida não tá pra tanta liberdade assim!
O negócio é que estamos de mudança pra Sampa, e quando digo estamos, quer dizer, eu, minha amada e minha filhota.
Então, o blog, vai ficar pra quarto ou quinto plano, se rolar, vai ser uns desenhos que já tenho pronto, e textos, nesse tempo irei desenhando mais coisas (agora que comprei uma caneta, vou ficar sem scanner! Puta irônia!!!).
Então, cambada, continuem dando as caras por aqui, vai que numas dessas tem coisas novas, texto é garantido pintar, já os rabiscos num prometo!
É Isso e Vinho e Vida
O Taxidermista
O negócio é que estamos de mudança pra Sampa, e quando digo estamos, quer dizer, eu, minha amada e minha filhota.
Então, o blog, vai ficar pra quarto ou quinto plano, se rolar, vai ser uns desenhos que já tenho pronto, e textos, nesse tempo irei desenhando mais coisas (agora que comprei uma caneta, vou ficar sem scanner! Puta irônia!!!).
Então, cambada, continuem dando as caras por aqui, vai que numas dessas tem coisas novas, texto é garantido pintar, já os rabiscos num prometo!
É Isso e Vinho e Vida
O Taxidermista
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
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